O mundo não é bão, Sebastião.

Eis que agora entendo que as coisas simplesmente não passam com o que as crianças aconselham. Alminha tão pura, adocicada de inocência e felicidade. Brigas? Passam com um “ah, seu bicicleta!”. Choro, basta um pirulito… dos simples e de feirinha. Dinheiro? “Pega do banco, papai”. Pessoas tristes, deviam se curar com um “mas eu gosto de você”. Pena que elas crescem, e tudo de mais bonito que tinham não acompanha o crescimento acelerado… e como passa rápido! Marina, minha pequena ainda, você cabe na minha mão, e não queira crescer, nem ter namorado. Preserve o máximo que conseguir as suas eternas verdades de criança. Marina, Luísa e Júlia… minhas meninas, que eu peguei no colo, e vi crescer. Dói crescer. É preciso, eu sei… mas é que eu queria tanto aquela “Nandinha” chorona e tímida de antes, que morava numa casinha perto dos avôs, meia caindo aos pedaçõs, onde na rua, todos se conheciam. Como queria…! Empinar pipa, pocar balões, brincar de amarelinha, amar… De todos, o que eu mais queria era amar, amar com o coração puro e indistinguivel de uma criança inocente e adorada pela família. É tão difícil ouvir as verdades da vida, quando não precisa ser necessariamente assim, mas é assim e o mínimo que você pode fazer é mudar em si a mudança que quer ver no mundo. Mesmo que no pé da letra não faça muito sentido “fazer sua parte” quando sua parte não muda 0,0001% da mudança que quer ver. Queria mesmo era a fé e confiança infantil…